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Professores da UFCG paralisarão em 14 de setembro contra pacote de ataques do Governo

Os professores da UFCG paralisarão suas atividades no próximo dia 14 de setembro, numa reação direta ao conjunto de ataques as seus direitos, ao funcionamento dos serviços públicos e contra a proposta de reforma da previdência do Governo Temer. A decisão foi tomada numa assembleia geral da categoria de hoje, em vários campi da universidade, e faz parte de uma mobilização nacional que envolve outras categorias de servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada.
Durante a assembleia os professores discutiram detalhadamente os ataques contidos na proposta para o funcionalismo federal que o Governo Temer pretende aprovar no Congresso Nacional, constatando que a iniciativa é uma estratégia de desmonte dos serviços públicos que inclui a transformação dos direitos sociais em mercadorias e o repasse de recursos públicos para a iniciativa privada.
Entre os ataques aos direitos dos servidores estão o aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14%, a modificação nas carreiras do Executivo Federal, com inclusão de novos níveis, o aumento do prazo para progressão e a extinção de 60 mil cargos do serviço público; ou seja, o serviço público mais uma vez condenado como o responsável pelo déficit orçamentário.

Na sua avaliação sobre os ataques do Governo Temer aos serviços públicos, os professores participantes da assembleia também ressaltaram que em paralelo aos ataques contra os servidores o Governo Federal, entre 2011 e 2018, promoveu as desonerações destinadas aos empresários num montante de 480 bilhões de reais e o novo REFIS vai gerar desonerações fiscais para empresas privadas no montante de 543 bilhões de reais, colocando abaixo o discurso de que suas iniciativas se tratam de ajustar contas públicas mas, na verdade, intensificar o projeto neoliberal beneficiando empresários, banqueiros e latifundiários por meio de recursos públicos, enquanto a população sofre sem ter acesso à saúde, educação, previdência etc.
Além do dia de paralisação, os professores da UFCG buscarão o agendamento de audiências públicas nas câmaras de vereadores e outros espaços institucionais para discussão do pacote de medidas do governo Temer e ataques aos serviços públicos.
Setor das IFES
Na assembleia os professores também indicaram como representante da ADUFCG para a próxima reunião do Setor das IFES do ANDES-SN, que ocorrerá nos dias 7 e 8/9, em Brasília, o professor Antônio Lisboa. Como observadores para o Congresso da Central Sindical CSP-Conlutas, que ocorrerá no período de 12 a 15 de outubro, em São Paulo, foram escolhidos os professores Antônio Gomes e Gonzalo Rojas.

Fonte: ADUFCG - 24/08/2017